Crônica
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    TALVEZ EU VIVA DO MEU PASSADO - I


    Gente amiga, hoje eu resolvi começar a escrever algo sobre minha vida, da juventude até certo tempo. Em verdade foram anos dourados em que eu consegui, através de Exposições de Artes Fotográficas até em Salão de Exposições de quadros que me foi oferecido em Teresópolis, obter certo sucesso divulgado em jornais da nossa imprensa.
     
    Fiz Exposição tanto no Salão de Arte da AABB, no Rio de Janeiro, como no Salão do Planetário, também na cidade carioca. Estas exposições chegaram a ser divulgadas igualmente na imprensa local. Claro que eu já participava de um seleto grupo de pessoas que lidavam com a Arte Fotográfica na ABAF mensalmente.

    Afinal foi com os grande Mestres que ali labutavam e professavam sua maravilhosa arte que, ainda jovem, aprendi e muito sobre não só como fazer boas fotos para expô-las nos salões mensais da mesma ABAF, ou Associação Brasileira de Arte Fotográfica, localizada no bairro de Botafogo, no Rio, como também desenvolver certos processos tendo chegado ao que depois denominei de Fotos Artesanais.

    Expus minhas Fotos Artesanais até na cidade de Cabo Frio, Rio de Janeiro, onde eu viria depois a morar e vivo até hoje. Comecei expondo fotos no histórico prédio da “Charitas” e mais tarde, além de expor numa feira próximo da praia onde havia exposições de todo tipo, acabei por ser convidado também a expor no salão da Biblioteca Pública da mesma cidade de Cabo Frio.

    Ali eu decidi expor junto com algumas Fotos Artesanais umas poesias de minha autoria. Percebi que a recepção foi muito boa pelos alunos que frequentavam diariamente aquele ambiente. Outra exposição, mas só de poesias, eu fiz apenas como convidado por determinado poeta local, meu amigo, às margens do Canal de Itajuru.

    Alunos de diversas Escolas também expuseram seus trabalhos e receberam merecidos prêmios, mas eu estava apenas como convidado, repito. O acontecimento ocorreu às margens do Canal de Itajuru e ali permaneceu por alguns dias. O final foi festivo e muito animado.

    Curioso foi quando ao viajar a primeira vez à Europa no ano de 1989, para morar cerca de um ano em Lisboa, Portugal, o Comandante do transatlântico Eugênio-C, italiano, amante da fotografia, acabou por também me convidar a expor a bordo.
     
    Amigos e amigas foi com muito orgulho que expus alguns trabalhos tanto no salão da primeira classe do transatlântico como na segunda classe também. As pessoas se aproximavam, olhavam as fotos e depois alguns procuravam conversar comigo sobre o meu trabalho. Aquilo foi por demais gratificante, sem dúvida alguma.

    Dias depois, já estando instalado em Lisboa com minha então segunda esposa, apresentei-me na APAF, ou seja, a Associação Portuguesa de Fotografia. A Diretoria da Entidade decidiu que eu deveria expor alguns trabalhos em seu salão por algum tempo. Assim eu fiz na terra de meu pai e meu avô, Portugal.

    A Arte Fotográfica não foi a única atividade que eu exerci por longo tempo fora de minhas atividades rotineiras no Banco do Brasil, em Departamentos da Direção Geral. Neste caso acabei também sendo levado para o DESED onde me descobriram também como professor, coordenador de cursos e programador dos mesmos. Foi outra atividade por demais gratificante que exerci no BB por longos anos.

    Coordenei cursos em diversos Estados tanto em capitais como em certas cidades do interior. É verdade que muito antes eu já dava aulas e preparava alunos e alunas para concursos tanto do BB como do Bacen a fim de ganhar mais algum dinheirinho face às dificuldades que eu tinha na época para sobreviver. Foram anos bem duros, difíceis, mas eu sobrevivi aplicando meus conhecimentos e ajudando outras pessoas.

    Ao me aposentar do Banco do Brasil no ano de 1986 eu estava no Gabinete da Presidência da PREVI, do BB, assessorando o melhor que eu podia meu grande e bom amigo, ex-Chefe e então Presidente da PREVI, o professor Joaquim Amaro a quem devo muito e cuja amizade mantemos até que um dia partamos desta vida. Quem sabe a levaremos para onde formos.

    Na próxima edição deste meu site pessoal, editado pela grande amiga Irene Serra, falarei de outras atividades artísticas que exerci durante minha longa vida com certo sucesso, das quais eu me orgulho, mesmo durante o período da ditadura e até agora escrevendo na revista Rio Total, da mesma amiga Irene, há mais de 20 anos.

    Até a próxima edição, amigos e amigas.



    Dezembro/2019