Francisco
Simões

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CABO FRIO - Arquivo

CABO FRIO: O BAIRRO DA PASSAGEM

O bairro da Passagem, em Cabo Frio, é tido como o lugar urbano mais antigo da cidade. A sua denominação se deve ao fato de existir no local um porto que fica às margens do Canal de Itajuru que era antigamente ponto de embarque e desembarque de mercadorias, aí incluído o tráfego de escravos e também do pau-brasil. Este havia em profusão generosa nas matas nativas de nossa região.

O bairro da Passagem abrigou, ao longo de sua história, atividades de pesca e navegação e servia também como local de moradia. O bairro surgira em princípio para servir de ponto de apoio na travessia do Canal de Itajuru. As riquezas histórica e arquitetônica da Passagem, entretanto, acabaram por transformar o sítio em um agradável ponto turístico.

Suas ruas estreitas conservam um calçamento bem antigo. Suas casas são em estilo colonial do século passado. De uma maneira geral as casas ostentam janelas baixas e coloridas e pertencem todas ao patrimônio histórico. Muitas das casas do bairro da Passagem conservam na sua cobertura as conhecidas e famosas telhas que, segundo consta pela história, eram moldadas nas coxas das escravas grávidas.

Bem no centro do bairro se localiza a Igreja de São Benedito que foi construída no ano de 1701, no largo do mesmo nome, e tem no seu altar mor o santo negro, S. Benedito. Ela nasceu para abrigar, à época, os escravos negros aos quais não era permitido freqüentar a mesma igreja dos brancos, ou seja, a Matriz de N. Senhora da Assunção, situada na Avenida Assunção, no centro.

Se a capela da Igreja de S. Benedito não ostenta a beleza barroca da Matriz por outro lado é considerado que sua riqueza está na simplicidade do seu estilo. A Passagem foi berço dos blocos carnavalescos que marcaram a presença da cultura negra no local.

Procurei mostrar-lhes um pouco da Passagem nesta rápida documentação fotográfica com um total de 17 fotografias, sempre valorizando as regras básicas da arte fotográfica. Apenas 3 fotos foram feitas aqui em casa, mas entendi que elas se enquadram perfeitamente no espírito desta reportagem.

Francisco Simões. (Novembro / 2007)

DOCUMENTANDO CABO FRIO – Posto 2

Nesta atualização eu apresento para vocês o que antes se convencionou chamar de o “Posto Dois”. No passado nada havia ali, apenas dunas, praia e mar e os pequenos caranguejos que vinham nos saudar. Hoje tudo mudou, para melhor e muito mais bonito, é verdade, mas os caranguejos sumiram. O marco do Posto 2 também.

Muito prédios foram fechando a orla marítima, com um gabarito até agora respeitado. As barracas novas são elegantes, bem elaboradas, o gramado tem sido conservado, os jardins também. Espero que continue assim. Ali está a calçada para os adeptos das caminhadas que vai até após o Hotel Malibu.

Nos fins de semana e durante os feriados e as férias algumas daquelas barracas promovem shows ao vivo. É verdade que nas férias costuma sempre ser armado um grande palco em plena areia da praia. Durante a manhã e à tarde há grupos, de todas as idades, fazendo ginástica comandada por professores. À noite há sempre shows.

O amigo que fotografei ao volante do jipe branco é meu amigo há muitos anos, o meu xará Francisco, dono da barraca “Baleia Azul”. Este nome tem história que um dia eu conto. O Chico é barraqueiro, sim, mas uma pessoa que se dedica muito à boa leitura. Me impressiona a cultura geral do bom amigo.

Do outro lado onde ficam as barracas encontra-se um Posto de Atendimento a Turistas, da Prefeitura. Bem localizado e atuante. As estátuas de crianças brincando, que enfeitei mais com a presença dos sobrinhos de Marlene, meus netos meio por adoção, são bem recentes.

Ao lado do Posto há um pequeno parque onde as crianças podem brincar à vontade. Este é o Posto Dois que eu não poderia deixar de mostrar a vocês. Um marco muito bonito desta linda Cabo Frio. Espero que se deleitem com as fotos e desculpem a minha presença numa delas dando uma de Alfred Hitchcock que sempre aparecia em alguma cena rápida em todos os seus filmes. Mal comparando, claro.

Francisco Simões. (Setembro / 2007)

DOCUMENTANDO CABO FRIO  5

- Aeroporto –

 

Nesta atualização apresentarei a vocês o pequeno mas bonito aeroporto desta linda cidade de Cabo Frio (RJ). Ele foi inaugurado no ano de 2002 e agora está passando por obras de ampliação, especialmente de suas pistas.

 Sua localização é fora do centro da cidade embora nas proximidades da avenida que nos conduz ao aeroporto já existam casas face ao crescimento urbano por que vem passando Cabo Frio há alguns anos.  

 Suas instalações, como verão pelas fotos, são pequenas, porém acredito que devam atender às necessidades do funcionamento do mesmo. Ele já contém todo o equipamento necessário para seu breve início de atividades.

 Segundo me disse o controlador que atuará no aeroporto, no próximo verão é possível que já tenhamos linhas nacionais e também vôos internacionais, especialmente ligando nossa cidade a Buenos Aires.

 O estacionamento é amplo e bem localizado. Do aeroporto assiste-se a um belo pôr-do-sol quando o bom tempo nos permite, claro.

 Esperemos que o nosso aeroporto seja algo de muito útil que incremente o turismo todavia não nos traga outro tipo de preocupação que por ora não temos. Aguardemos.

 Francisco Simões.    (Agosto / 2007)

DOCUMENTANDO CABO FRIO - 4
Festa de Corpus Christi

Hoje trago para vocês uma documentação fotográfica bem completa da bonita festa de Corpus Christi que todo ano, em junho, se repete aqui em Cabo Frio. Empresas e/ou pessoas isoladamente, ou em grupos, constroem os já famosos “tapetes de sal” que são a seguir coloridos com spray. Alguns são verdadeiras obras de arte.

Isto ocorre em grande parte da Avenida Assunção. Costuma tomar os dois lados da via, como verão nas fotos, num total de cerca de 3 quilômetros no total. Os temas deste ano foram naturalmente a paz mundial, tão ansiada, assim como a defesa da natureza em todos os sentidos e o Pan. Entre alguns “tapetes” há uma pequena faixa para que pessoas possam atravessar de um lado para o outro sem destruir as obras expostas.

A partir das 16 horas começou, no coreto da praça principal, em frente à Igreja Matriz, a Missa Campal. O bom padre José Júlio, nosso pároco há anos, a conduziu. Um grande coral entoava canções religiosas apropriadas para o evento. Por volta das 17:30 horas iniciou-se a procissão de Corpus Christi, quando já escurecia.

Procurei fazer uma documentação bem fiel dos melhores “tapetes”, mostrando também duas imagens da procissão e, ao final de tudo, a equipe da limpeza urbana desfazendo os bonitos trabalhos artesanais. Uma tarefa necessária e muito cansativa que leva horas sendo realizada. Homens e máquinas devolvem a limpeza ao asfalto da Avenida. Usei, no total, 33 fotos.

Depois nos dirigimos à bela e convidativa Confeitaria Branca para aquele lanche que nossos estômagos ansiavam. Era o final de uma nota etapa desta festa cristã realizada anualmente em nossa linda Cabo Frio. No próximo mês deverei apresentar uma documentação do magnífico aeroporto de nossa cidade. Aguardem.

Francisco Simões. (Julho / 2007)


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